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Biblioteca inDICA n. 63 – Lilia Moritz Schwarcz


O inDICA dessa semana será sobre a autora Lilia Moritz Schwacz, veja a seguir:

 

(página 1) Informativo Biblioteca In Dica n. 63 sobre LILIA MORITZ SCHWARCZ.
Professora titular no Departamento de Antropologia da USP e Global Scholar na
Universidade de Princeton. É autora de, entre outros livros, O espetáculo das raças
(1993), As barbas do imperador (1998, prêmio Jabuti de Livro do Ano), Brasil: Uma
biografia (com Heloisa Murgel Starling, 2015) e Lima Barreto: Triste visionário (2017,
prêmio Jabuti de Biografia). Ao lado esquerdo do slide, a imagem professora Lilia da
cintura para cima, uma mulher de cabelos compridos castanhos, olhos castanhos, pele
clara, usa óculos, veste uma regata preta com alcinhas, está com os braços
entrecruzados, usa um relógio no pulso esquerdo, brincos discretos e dourados e está
sorrindo para a câmera. SIBI Sistema Integrado de Bibliotecas. CETT Comissão de
Estudos e Trabalhos Temáticos. Texto e diagramação Denise Pagno.
(página 2) Imagem da capa do livro lançado em 2020: A Bailarina da Morte. A gripe
espanhola no Brasil. Há uma fotografia antiga na capa do livro, de uma pessoa sentada
(um doente), um médico e duas enfermeiras em pé, uma em cada lado do médico e do
paciente. As enfermeiras usam um jaleco com vestido branco e na cabeça uma touca
com uma cruz vermelha.
(página 3) Em comum nos dois eventos, gripe espanhola (1918-1920) e COVID-19
(2020), tiveram como primeira reação a negação pública. Somente quando a doença
acometia parentes, vizinhos e amigos é que a sociedade se deu conta da gravidade. A
partir do reconhecimento da situação de calamidade, surgiam medicamentos e curas
milagrosas, panaceias em geral para o milagre da eliminação do vírus. A própria
cloroquina, produzida em larga escala e indicada por presidentes em 2020, já era
medicamento vendido como a cura da gripe espanhola no Rio de Janeiro. Já naquela
época, a comunidade médica reconhecia o quinino como eficiente contra a malária, mas
não contra a gripe espanhola. A humanidade é teimosa na hora de aprender com o
passado e repete comportamentos: o senso comum apega-se ao irracionalismo, afasta-se
das descobertas científicas e castiga as vítimas da doença com um peso de culpa
injustificável.
(Página 4) A primeira guerra mundial e a pandemia da gripe espanhola abalaram as
certezas da época em que apostavam no controle absoluto da humanidade sobre o seu
destino. Se você quiser ver e ouvir a explicação da autora sobre o livro acesse:

Imagem de anúncio de farmácia em jornal da época sobre a Cloroquina. Fonte: Livro A
bailarina da morte, p. 214. “Contra a Hespanhola Comprimido de Chloro Quinino Tome
1 ao dia Específico infalível contra a gripe epidêmica Drogaria e Pharmacia Americana
Rua da Bahia n. 1022 Telefone central n. 74”
(página 5) Livros de Lilia Moritz Schwarcz disponíveis nas Bibliotecas do IFC:
As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos (2010) Videira e
Ibirama
Brasil: uma biografia (2015) Fraiburgo, São Francisco, São Bento e Camboriú
Modernização, ditadura e democracia: 1964 – 2010 (2015) Ibirama
Nem preto nem branco, muito pelo contrário: cor e raça na sociabilidade brasileira
(2012) Ibirama
Sobre o autoritarismo brasileiro (2019) Ibirama e Blumenau
Lima Barreto: triste visionário (2017) Ibirama